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OBS: LER A HISTÓRIA OUVINDO A MÚSICA AO MESMO TEMPO E COMO VOCÊ ESTIVESSE PRESENTE EM TODO ENREDO...

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ESCURIDÃO DO INFINITO

obs: ler a historia do vampiro ouvindo a musica ao mesmo tempo faz você viajar na historia, como se você estivesse lá envolvido em tudo: o áudio do play é opcional “A escuridão se assemelha ao mais profundo breu do infinito, sem estrelas, sem brilho, sem alma.” Abre os olhos e depara-se com aqueles olhinhos azuis olhando diretamente para os seus, ele segura o bebê por baixo dos bracinhos o deixando sentado em seu colo. A sensação que experimenta é a mais inexorável paz, daquela que é impossível sentir não estando completamente sozinho, envolto em si sem a mais ínfima das interferências exteriores. Mas olha só. Sente a mesma coisa estando com seu filho no colo. Uma conexão nunca possível sem a solidão, e mesmo assim ele está ali, em dois, como se fossem apenas um. Não consegue parar de sorrir, olha para aquele rostinho redondo como um pedaço inteiro de queijo de fazenda e faz caretas tentando absorver qualquer resquício de sorriso que possa sair daqueles lábios rechonchudos e perfeitos ...

PIERRE BOURGOT, O LOBISOMEM

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obs: ler a historia do lobisomen ouvindo a musica ao mesmo tempo faz você viajar na historia, como se você estivesse lá envolvido em tudo: o áudio do play é opcional     Sabine Baring-Gold (1834 – 1924) Tradução de Paulo Soriano   Em dezembro de 1521, Boin, o inquisidor-geral da diocese de Besançon, tomou conhecimento de um caso de natureza suficientemente terrível para produzir uma profunda sensação de alarme na vizinhança. Dois homens foram acusados de bruxaria e canibalismo. Seus nomes eram Pierre Bourgot — ou Pierre, o Grande, como o povo o apelidara em razão de sua estatura — e Michel Verdung. Pierre não ficou muito tempo sob julgamento antes de fazer uma confissão completa de seus crimes. Ei-la: Há cerca de dezenove anos, por ocasião da feira de Ano Novo em Poligny, uma terrível tempestade caíra sobre a região, e, entre outros danos causados pela tormenta, registrara-se a dispersão do rebanho de Pierre. — Em vão — dissera o prisioneiro — eu trabalhei, acompanhado po...

ESCURIDÃO

obs: ler a historia da escuridão ouvindo a musica ao mesmo tempo faz você viajar na historia, como se você estivesse lá envolvido em tudo: o áudio do play é opcional Acordei no meio da noite e como de costume coloquei a cabeça pra fora do beliche para conferir se meu irmão mais novo ainda estava na cama, e para minha alegria ele estava. Nosso trato era que quem acordasse primeiro dormia do lado de nossa mãe no quarto dos nossos pais. Desci a escada do beliche tomando o maior cuidado para não acordá-lo, só o fato de conseguir o lugar ao lado da minha mãe no dia do meu aniversário era muito gratificante, não que meu pai fosse uma pessoa ruim, ele até mimava demais a gente, é que nada se compara ao calor de uma mãe, a forma como ela nos aconchega em seus braços, a gente se sente seguro de verdade. E na pontinha do pé eu fui até a porta, o quarto iluminado pela luz de um abajur era aconchegante, mas eu não via a hora de estar na cama dos meus pais, então sem pensar muito sai do quarto, qua...

O LOBISOMEM PETER STUMMP

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obs: ler o lobisomem P. S., ouvindo a musica ao mesmo tempo faz você viajar na historia, como se você estivesse lá envolvido em tudo: o áudio do play é opcional Montague Summers (1880 – 1848)   No final do século XVI, uma criatura aterrorizava na cidade de Bedburg, Alemanha. Com indescritível crueldade, matava gado, mulheres e crianças. Em choque e assustados, os moradores acreditavam que eram vítimas de um demônio furioso saído do inferno ou — o que era igualmente terrível — de um lobisomem sanguinário. Peter Stumpp nasceu na pequena vila de Epprath, bem perto da cidade de Bedburg. Desconhece-se a data exata de seu nascimento, porquanto os registros da igreja local foram destruídos durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Em 1582, Peter Stumbb era um rico fazendeiro que prosperava na comunidade rural de Bedburg. Era viúvo e pai de dois filhos: uma mocinha chamada Beele (Sybil), de cerca de quinze anos, e um filho cuja idade se desconhece. Aparentemente, Stumpp teve um relacio...

JÃO DO LOBISOMEM

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obs: ler "Jão do lobisomem" ouvindo a musica ao mesmo tempo faz você viajar na historia, como se você estivesse lá envolvido em tudo: o áudio do play é opcional Paul L. Jacobs (1806 – 1884) Os lobisomens vieram-nos, provavelmente, dos Caldeus e dos povos pastores que se viam obrigados a defender seus gados contra os lobos.  E o terror que esses animais infundiam, divagando, à noite, em volta dos currais, favorecia os malfeitores, que se disfarçavam em lobos furiosos para cometer roubos ou atos de vingança. Daqui provém esta superstição de todos os tempos e de todos os países, conhecida por nomes diferentes, e rodeada por circunstâncias mais ou menos estranhas: Luciano[1], Plínio[2], Virgílio[3] se ocuparam destas coisas. Finalmente, esses homens antropófagos, que andam de noite solitários e furiosos, tendo sinais característicos de lobo, se perpetuam ainda em muitos pontos da França. Há anos que a aldeia de Ryans, que foi uma grande cidade, cinco léguas distantes de Bourges, ...

A NOITE DO LOBO

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obs: ler a historia da noite do lobo, ouvindo a musica ao mesmo tempo faz você viajar na historia, como se você estivesse lá envolvido em tudo: o áudio do play é opcional   (E. S. Siqueira, Menção Honrosa no Concurso Bram Stoker de Contos de Terror) Onde que será que se meteu o Tião, perguntava Maria ao fechar a janela de tábuas da tapera onde viviam. Lá fora a lua cheia clareava a noite como se fosse dia. Dentro da casa, à luz de querosene, ela se preocupava com o marido. Foi até o quarto e caminhou até a cama onde estava a bebê de poucos dias, embrulhada nos panos. Sorriu ao ver a filha, admirando-a com amor e afeto. Deixou o quarto. Deve estar na venda, voltou a pensar no marido. Aquele home quando bebe esquece das horas. Caminhou pela pequena cozinha, mexeu em alguns vasilhames. Estava inquieta. Ele sabe que não gosto de ficar sozinha. Pegou a lamparina de querosene e voltou para o quarto, colocando-a sobre uma mesinha. Deitou na cama, ao lado da filha e ficou pensando no batis...